top of page

A segunda onda da transformação invisível que está redesenhando o modelo de negócios de empresas e governos no Brasil

Por Paulo Kendzerski Presidente do Instituto da Transformação Digital (ITD), Nexialista e Arquiteto de Ecossistemas de Inovação.


Nota do ITD: Este artigo foi escrito por Paulo Kendzerski, fundador do Instituto da Transformação Digital (ITD), Profissional Nexialista (Conselheiro, Consultor e Mentor) e um dos principais defensores da criação de ICTs privados como infraestrutura estratégica para o mercado corporativo e para o setor público. Publicamos este conteúdo na News Oficial do ITD por entendermos que ele representa uma visão essencial para a segunda onda da transformação dos negócios no Brasil.


Há mais de duas décadas eu observo e provoco o mercado brasileiro sobre a necessidade de evoluir sua relação com inovação. Sinceramente, chegamos ao limite do modelo tradicional. As empresas continuam presas a uma dependência estrutural, esperando que universidades ou hubs externos resolvam problemas que são, na verdade, do seu próprio negócio.


E aqui está o ponto que ninguém gosta de admitir, mas geram um zum zum nos bastidores: a velocidade dos ICTs acadêmicos não acompanha a velocidade do mercado. E muito menos as exigências da iniciativa privada.


Essa percepção não surgiu agora. Em 2024, escrevi um artigo que gerou bastante debate: “O fracasso das comunidades: uma reflexão sobre o Teatro da Inovação”. Nele, eu argumentava que boa parte do ecossistema brasileiro havia se transformado em um palco, muita luz, muito discurso, muita foto, mas pouca entrega real. Era inovação performática, não inovação aplicada.


Era networking sem propósito, eventos sem continuidade, e uma crença ingênua de que “estar perto da inovação” era o mesmo que inovar. Não é. Nunca foi.


E foi justamente ao observar esse teatro, que também foi citado por grandes profissionais do mercado, e ver empresas perdendo dinheiro, tempo e competitividade, que me tornei um defensor incansável de um novo modelo: o ICT privado, interno, estratégico, orientado a resultados e conectado ao core do negócio.


Agora, percebo o início da segunda onda da transformação no Brasil. Se a primeira onda foi sobre aprender a inovar, a segunda é sobre não depender mais de ninguém para inovar.

A Ruptura: Inovar não é mais suficiente.

E é por isso que empresas tradicionais, indústrias, cooperativas, hospitais, órgãos públicos e até clubes de futebol, estão criando seus próprios ICTs. Não por modismo, mas por necessidade. Não por glamour, mas por sobrevivência. Não por tendência, mas por estratégia.


O que estamos vendo é uma mudança estrutural: a inovação deixa de ser periférica, departamentalizada (silos) e passa a ser estratégica e estrutural. Deixa de ser cosmética e passa a ser soberania. Deixa de ser discurso e passa a ser ciência aplicada.


Durante a última década, o Brasil viveu a primeira onda da transformação digital. Foi o período em que empresas e governos:


  • se conectaram a hubs externos,

  • contrataram consultorias,

  • participaram de hackathons,

  • criaram laboratórios de inovação,

  • e buscaram inspiração em ecossistemas internacionais.


Essa fase foi essencial. Ela aculturou o mercado, despertou o interesse pela inovação e mostrou que tecnologia não é mais opcional. Mas agora estamos entrando em uma nova era. Uma era em que inovar não é mais suficiente. É preciso dominar a inovação. E é exatamente por isso que cresce no Brasil, silenciosa, mas rapidamente, uma tendência que vai redefinir a competitividade nacional à nível global.


E para entender essa segunda onda com profundidade, suas causas, seus impactos e porque ela está se acelerando agora, precisamos olhar para sete movimentos estruturais que estão redesenhando o cenário da inovação no país. É a partir deles que o artigo se organiza a seguir.


O Compromisso ITD: Sequência e Consequência

Durante a primeira onda da transformação, o mercado brasileiro se viciou em atos isolados. Eventos de inovação, hackathons e visitas a ecossistemas globais geraram faíscas de entusiasmo, mas pouca chama sustentável. O problema central não foi a falta de criatividade, mas a ausência de um método que garantisse a continuidade. 


No ITD, substituímos o entusiasmo passageiro pelo rigor do binômio Sequência e Consequência:


A Sequência: Inovação não é um evento; é um processo de engenharia. A sequência exige uma estrutura jurídica sólida (Marco Legal de CT&I), governança científica e uma esteira de P&D+I que não pare quando a gestão muda ou o consultor vai embora. É o conhecimento transformado em patrimônio institucional.


A Consequência: Sem resultado prático, inovação é apenas custo. A consequência real de um ICT privado é a soberania tecnológica, a criação de propriedade intelectual e, fundamentalmente, o retorno financeiro através de incentivos fiscais e novas linhas de receita.


O Teatro da Inovação que critiquei anteriormente falhou justamente por entregar atos sem sequência e promessas sem consequência. A segunda onda da transformação exige o fim das iniciativas piloto que nunca decolam. 


No ITD, nosso papel como arquitetos é garantir que cada investimento em ciência aplicada tenha a sequência necessária para gerar a consequência que o seu balanço financeiro e a sua competitividade exigem


Por que essa segunda onda está acontecendo agora?


Os 7 Pilares da nova estratégia de competitividade nacional

1. Soberania tecnológica

As organizações estão percebendo algo simples e profundo Inovar sem autonomia é terceirizar o futuro. O ICT privado elimina a dependência de hubs e fornecedores que não garantem velocidade nem propriedade intelectual.

A dependência de hubs externos, universidades e fornecedores não garante:


  • velocidade,

  • aplicabilidade,

  • propriedade intelectual,

  • nem soberania tecnológica.


A primeira onda ensinou a inovar. A segunda onda exige capacidade interna de P&D+I.

2. O ICT privado resolve o maior gargalo do Brasil: a lacuna entre ciência e mercado

Ciência aplicada ao mercado: O Brasil produz ciência, mas falha em transformá-la em valor. Hoje, a maioria dos ICTs brasileiros está dentro de universidades. Eles são fundamentais para o país, mas enfrentam limitações:


  • burocracia,

  • lentidão,

  • foco acadêmico,

  • pouca aplicabilidade prática,

  • dificuldade de transferência de tecnologia.


O resultado é conhecido: O Brasil produz ciência, mas não transforma ciência em valor.

O ICT privado surge como a solução dessa lacuna.

Ele é:


  • ágil,

  • orientado a resultados,

  • conectado ao negócio,

  • e focado em resolver problemas reais.


3. Inovação como Centro de Lucro (Profit Center)

Este é um dos insights mais poderosos que o ITD trás neste artigo. Um ICT privado:


  • capta recursos não reembolsáveis (Finep, Embrapii, Fapergs),

  • gera créditos fiscais (Lei do Bem),

  • cria receitas próprias (educação, patentes, dados, equity),

  • reduz custos operacionais,

  • aumenta o valuation institucional.


Ou seja: O ICT deixa de ser custo e passa a ser investimento. É inovação com ROI. É ciência com impacto. É tecnologia com sustentabilidade financeira.

4. O ICT privado transforma conhecimento em patrimônio institucional

Outro insight poderoso da proposta do ITD:

“O conhecimento deixa de estar nas pessoas e passa a pertencer à instituição.”

Isso é revolucionário.

O ICT privado cria:


  • metodologias próprias,

  • algoritmos,

  • protocolos,

  • patentes,

  • processos replicáveis,

  • inteligência acumulada.


Ele protege o que o Brasil mais perde: o conhecimento que se dissolve quando pessoas saem, gestões mudam ou fornecedores trocam.

5. O ICT privado é a evolução natural dos hubs de inovação

Os hubs externos continuam importantes. Eles conectam, inspiram, aceleram. Mas agora as organizações entenderam que:

Hubs externos inspiram. ICTs internos transformam.

A segunda onda exige:


  • autonomia,

  • soberania,

  • propriedade intelectual,

  • capacidade interna de execução.


E é exatamente isso que o ICT privado entrega.

 6. Modernização do estado

Órgãos públicos estão criando ICTs porque precisam:


  • precificar investimentos,

  • comprovar impacto,

  • reduzir dependência de fornecedores,

  • desenvolver soluções próprias,

  • e acessar recursos federais e internacionais.


O ICT público é:


  • governança,

  • transparência,

  • rastreabilidade,

  • eficiência,

  • e impacto mensurável.


É a infraestrutura que faltava para modernizar o Estado brasileiro.

7. Engenharia estratégica 

Não atuamos como consultoria, mas como arquitetos desta nova fase da inovação brasileira. Unimos área jurídica especializada, engenharia fiscal, ciência aplicada e Estratégia de Negócios inovadores para implantar ICTs de ponta.

A proposta do ITD, aplicada em setores tão distintos quanto alimentação corporativa, esporte, logística, saúde e governo, revela algo importante:

O ITD não está apenas acompanhando a segunda onda. Ele está ajudando a construi-la.

O ITD oferece:


  • estrutura jurídica completa (Marco Legal de CT&I),

  • governança científica e de negócios,

  • metodologia de inovação pragmática,

  • frameworks de P&D+I,

  • modelos de Profit Center,

  • captação de recursos,

  • engenharia fiscal,

  • criação de propriedade intelectual,

  • e implantação de ICTs privados de ponta.


É exatamente o que a segunda onda exige.

IMPORTANTE para quem quer liderar essa nova fase. Se você é:


  • gestor público,

  • executivo,

  • líder de inovação,

  • diretor de tecnologia,

  • reitor,

  • CEO,

  • ou responsável por transformação organizacional,


e quer entender como um ICT privado pode transformar sua organização, o ITD está abrindo uma agenda de conversas estratégicas para:


  • mapear oportunidades,

  • avaliar maturidade,

  • identificar fontes de fomento,

  • estruturar governança,

  • e desenhar um ICT sob medida para sua realidade.


É o momento certo. É a onda certa. E quem entrar agora, lidera.


🎤 Spoiler: O ITD vai realizar um evento exclusivo sobre ICTs privados do Brasil

Com a presença de:


  • líderes globais de ICTs corporativos,

  • especialistas internacionais em inovação aplicada,

  • executivos de empresas que já operam ICTs privados,

  • gestores públicos que estão criando seus próprios institutos,

  • e pesquisadores que atuam na fronteira da ciência aplicada.


Será o primeiro encontro brasileiro dedicado exclusivamente ao futuro dos ICTs privados, e ao papel estratégico que eles terão na economia, no setor público e na competitividade nacional.


Em breve, você receberá o convite oficial.


Conclusão

O Brasil está entrando em uma nova era. A era da inovação soberana. A era da ciência aplicada ao negócio. A era da autonomia tecnológica. A era dos ICTs privados.

E o ITD está pronto para ajudar organizações visionárias a liderar essa transformação.

Se quiser aprofundar o debate, estruturar um ICT ou participar deste talk especial, basta entrar em contato por aqui mesmo ou pelos nossos canais oficiais. Estamos aqui para caminhar com você nessa construção.


📦 BOX: exemplos reais de ICTs no Brasil

A criação de ICTs privados e públicos vem acelerando no país, confirmando a tendência de autonomia tecnológica e ciência aplicada. Abaixo, alguns exemplos recentes que ilustram essa transformação:

🏛️ Órgãos Públicos:


  • ICTI-SE – Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação de Sergipe: focado em governo digital, políticas públicas baseadas em dados e desenvolvimento econômico.


  • ICTIM – Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação de Maricá (RJ): Referência nacional em inovação pública aplicada, com projetos em mobilidade, economia solidária e gestão urbana.


  • ITIC-ES – Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Espírito Santo: Criado para desenvolver soluções tecnológicas internas para o governo estadual, com foco em interoperabilidade e segurança digital.


  • IDR-Paraná – Instituto de Desenvolvimento Rural: Atua como ICT em agroinovação, extensão rural e sustentabilidade.


  • IPT-AM – Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Amazonas: Apoia a Zona Franca com P&D aplicado à indústria e ao setor público.


🏢 Empresas tradicionais:


  • ITV – Instituto Tecnológico Vale Um dos maiores ICTs privados do país, com foco em mineração sustentável, robótica e biodiversidade.


  • Natura Innovation Center (Natura ICT) Pesquisa aplicada em biotecnologia, química verde e sustentabilidade.


  • Suzano iHub – Instituto de Inovação Suzano Pesquisa em biomateriais, economia circular e novos produtos florestais.


  • Braskem Labs + ICT interno Desenvolvimento de novos polímeros, química avançada e captura de carbono.


  • Klabin Research Center Inovação em celulose, embalagens inteligentes e sustentabilidade.


⚽ ICTs privados de clubes esportivos mundiais:


  • Barça Innovation Hub (BIHUB) – FC Barcelona (Espanha): Referência mundial em ciência esportiva, dados, nutrição, medicina e educação global.


  • Real Madrid Next – Real Madrid (Espanha): Focado em tecnologia aplicada ao esporte, entretenimento, estádio inteligente e fan engagement.


  • City Football Group – Manchester City (Inglaterra): Um dos ecossistemas esportivos mais avançados do mundo, com forte atuação em dados, IA, wearables e inovação global replicável em múltiplos clubes.


🏀 ICTs Privados de franquias esportivas (EUA)


  • Golden State Warriors Innovation Hub (NBA) Pioneiro em analytics avançado, biomecânica, performance e experiência digital do torcedor.


  • New England Patriots Innovation & Research Center (NFL) Forte em ciência de performance, análise preditiva, tecnologia aplicada ao jogo e infraestrutura inteligente.


 Por que este box importa?

Esses exemplos mostram que a criação de ICTs deixou de ser exceção e virou estratégia nacional, tanto no setor público quanto no privado, tanto no Brasil quanto nos maiores mercados esportivos do mundo. Eles reforçam a tese central do artigo: o Brasil está entrando na segunda onda da transformação, a era da inovação soberana.


Você está pronto para construir o seu patrimônio tecnológico?



Comentários


© 2026 Instituto da Transformação Digital - ITD

Instituto de Ciência e Tecnologia (ICT) privado sem fins lucrativos

Conheça nossa Política de Privacidade

CNPJ: 30.107.695/0001-76

                               Porto Alegre - RS: Av. Padre Cacique, 320 - Bloco A - bairro Praia de Belas - CEP: 90810-240

                               Ribeirão Preto - SP: Rua Cerqueira César, 1625 - bairro Jardim Sumaré - CEP: 14025-120

  • Acesse nosso LinkedIn
  • Youtube
  • Instagram
bottom of page