O Estado e Organizações como Mestres da Inovação
- Instituto da Transformação Digital
- há 6 minutos
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A Era da Inovação sistêmica e com rigor científico
Estamos muito felizes pela realização da Masterclass “O Estado e as Organizações como Mestres da Inovação”.
Acreditamos que nosso objetivo principal, de sensibilizar gestores públicos e privados sobre a urgência de evoluir seus ambientes de inovação, mostrando que o futuro pertence a organizações que geram resultados reais e sustentáveis, superando o amadorismo e as ações de fachada, foi plenamente atingida.
Nossa Masterclass foi dividida em duas etapas:
1.) Contextualização sobre o momento que vivemos hoje (2ª onda da transformação digital), e porque estamos vivendo um boom nos ambientes de inovação, e claro falar de negócios.
2.) Painel de debate, onde nossos convidados apresentaram seus cases em inovação, com perguntas do público que participou ao vivo.
Nosso presidente, Paulo Kendzerski começou com uma pergunta poderosa: Onde estamos produzindo inovação?
Na sala de aula? Em reuniões de comitês? De conselhos? Em um evento? Numa comunidade de voluntários?
Sim, com certeza, mas... sempre tem um MAS, né?
Essa frase nos fez reviver um evento em 2024 em Melilla, na Espanha. O ITD foi convidado para representar o Brasil no Congresso Internacional de Startups, evento de dois dias, que reuniu especialistas do mundo todo.
Nossa apresentação estava marcada para o 2º dia, que nos permitiu conversar com pessoas de outras culturas e assistir as demais apresentações, onde tivemos o prazer de conhecer iniciativas da África, dos Estados Unidos, Europa, América Latina (que não é igual as do Brasil). E algo nas “falas” nos deixava inquietos.
Em determinado momento da apresentação do ITD, uma pessoa da plateia levantou a mão e fez a seguinte pergunta: “Porque, no Brasil se fala tanto em inovação (startups e investimentos) e pouco em negócios.”

Aquela pergunta nos fez reviver mais de 10 anos que atuamos com transformação de negócios. O mercado adora fala em transformação digital, como se só a tecnologia importasse. Sabemos hoje que não, pelo menos nos discursos da maioria, mas não na prática.
“Não se constrói um polo industrial só com fábricas. É preciso conectar saberes diversos e construir pontes produtivas, não somente de debates.”
Por que falamos sobre isso agora? Porque estamos vivendo um novo boom
no Brasil.
Estamos vivendo um boom de estruturação de ambientes de inovação voltados a geração de negócios, o que chamamos de 2ª onda da transformação digital...ops... da transformação de negócios.
Mas que SEGUNDA ONDA DA TRANSFORMAÇÃO DIGITAL é essa?

A primeira onda trouxe ferramentas e conectou tecnologias. A segunda onda exige inteligência organizacional e:
Governança;
Maturidade organizacional;
Inteligência estratégica;
Gestão de ecossistemas;
Capacidade adaptativa;
Estruturas auditáveis;
Sustentabilidade operacional.
Vamos fazer um comparativo para explicar melhor esse boom
Entre os anos 2000/2010, vivemos um boom de construção de shopping centers no Brasil. E se engana quem acha que este mercado vai morrer. Os shopping centers passam por uma transformação de meros centros de compras para ecossistemas de convivência, serviços e lazer, gerando experiências e relacionamentos nas suas comunidades. Só em 2025, o setor de shopping centers faturou R$201 bilhões.
Nos anos 2025/2030, iremos viver um boom da estruturação de ambientes de inovação para geração de negócios, não mais só para conexões e produção de conhecimento, como tem sido prioridade na maioria das organizações, até hoje.
Diminuiu a inovação acadêmica (pesquisa básica, importantíssima para termos uma nova geração de pesquisadores qualificados), e cresce a produção de pesquisa aplicada, aquela que gera negócios.
“O conhecimento vira ativo estratégico “dentro” das organizações.”
O "Vale da Morte" da Inovação
A transição entre os níveis TRL 4 e TRL 7 (Technology Readiness Level é uma escala de 1 a 9 criada pela NASA para medir o grau de maturidade de uma tecnologia) é o período mais crítico para os projetos.
É nessa etapa onde o ambiente acadêmico perde o fôlego de financiamento público e as empresas tradicionais ainda consideram o risco alto demais para investir. Instituições de ligação, como os Institutos de Tecnologia, e investidores de risco especializado são os atores fundamentais para garantir que a tecnologia saia do laboratório e ganhe viabilidade econômica.
Você deve estar se perguntando: “Mas porque está acontecendo isso agora?”
No final de 2023 (31 de agosto de 2023), foi publicada a Lei Complementar nº 200/2023, que promoveu uma grande mudança na forma de investir em inovação. Ela excluiu da base de cálculo do teto de gastos as despesas realizadas por ICTs, desde que custeadas por receitas próprias ou por recursos oriundos de convênios e contratos.
Diferente do teto de gastos anterior, que impunha cortes lineares rígidos sobre os ministérios, as novas regras criaram mecanismos para proteger ecossistemas de Ciência, Tecnologia e Inovação (os famosos ICT&I).
Resultado prático: ICTs ganharam autonomia financeira para reinvestir o dinheiro de patentes, serviços tecnológicos e parcerias com a iniciativa privada sem o risco de ter esses valores bloqueados pelo teto federal.
Ser um ICT abriu espaço fiscal para investir em inovação sem pressionar o orçamento.
Para órgãos públicos, esse é um incentivo concreto e relevante.
Do lado privado, a conta fecha ainda melhor.
As ICTs privadas, embora representem só 30% do total, já concentram mais da metade dos contratos de P&D cooperativo com empresas e operam com mais agilidade. Parcerias ICT-empresa são um dos caminhos mais eficientes para inovar com segurança jurídica e acesso a incentivos fiscais como a Lei do Bem.
Quer um exemplo prático?
Uma indústria tradicional tinha um convênio com uma universidade, onde investia (exemplo) R$100 mil por mês e recebia de retorno algo em torno de 20% de pesquisa básica, onde, a partir destas entregas, a indústria internalizava os resultados desta pesquisa para desenvolver novos produtos e serviços.
Com essa lei, ela mesmo pode reter os R$ 100 mil e 100% deste recurso investir direto em pesquisa aplicada, para desenvolver novas soluções para seu mercado.
Por isso o boom de ICTs surgindo a todo instante.
BLOCO 2: “O custo invisível da inovação sem governança”
“Quantas iniciativas de inovação existem hoje dentro da sua organização que dependem de uma ou duas pessoas específicas?”
“Quantos projetos começaram, receberam investimento, fizeram eventos, apresentações e depois desapareceram?”
“Ter inovação não significa ter capacidade de inovar. Inovação sem estratégia vira atividade. Inovação com governança vira capacidade organizacional.”

Precisamos evoluir. Precisamos transformar o debate em negócios!
O custo invisível da inovação sem governança representa um "passivo estratégico" que no curto prazo, gera uma falsa sensação de ganho de velocidade. No médio prazo, essa descentralização descontrolada resulta em silos de dados, aumento de riscos de segurança e desperdício financeiro.
A falta de controle gera impactos diretos nas empresas:
Silos e fragmentação: Áreas diferentes da empresa adotam soluções distintas (como ferramentas de IA isoladas ou múltiplos Softwares as a Service - SaaS) sem comunicação, dificultando a integração de dados e criando barreiras operacionais.
Risco de Shadow (sombra) IT: Uso de tecnologias não homologadas pelas equipes, expondo dados corporativos críticos a vazamentos e comprometendo a conformidade com leis de proteção de dados.
Dívida técnica: Soluções desenvolvidas às pressas acumulam manutenções complexas e na maioria das vezes caras, tornando os sistemas obsoletos e engessando futuras atualizações.
Desperdício financeiro: Falta de visibilidade sobre o custo real dessas implementações (como o uso não otimizado de nuvem) gera gastos desnecessários.
Decisões inconsistentes: Diferentes setores trabalham com informações conflitantes, o que prejudica a confiabilidade das análises e a estratégia do negócio.
O verdadeiro papel da governança não é frear a inovação, mas sim garantir que ela seja escalável, segura e orientada para a sustentabilidade do negócio.
Exemplo:
“O futuro não será vencido pela organização que tem mais tecnologia. Será vencido pela organização que consegue aprender, conectar pessoas, gerar conhecimento e transformar isso em resultado.”
BLOCO 3: O caminho para a maturidade organizacional
Mas, (xi lá vem o Paulo Kendzerski com mais um MAS...) sim, é preciso fazer uma pergunta fundamental para que esse momento gere os resultados que todos nós queremos.
“Quem está preparado para estruturar de forma eficiente um ICT?”
Parte jurídica? Tributária? Fiscal? Retenção de impostos?
Parte estratégica, conectada aos desafios atuais? E os desafios futuros da organização?
Parte de governança? Departamental? Comitês? Conselhos?
É exatamente essa capacidade que o Programa ITD-GOV foi criado para construir.
“O Brasil não tem falta de conhecimento. O desafio está em transformar conhecimento em negócios escaláveis.”
Ponte perfeita: Conhecimento → Ambiente → Governança → Negócios.
Por este motivo, hoje o ITD lança oficialmente o PROGRAMA NACIONAL DE ESTRUTURAÇÃO, IMPLANTAÇÃO E GOVERNANÇA DE AMBIENTES DE INOVAÇÃO
Esta certificação não é um curso de capacitação; é um programa avançado de engenharia de construção prática de ecossistemas de inovação. Nele iremos realizar a “Construção da arquitetura e certificar a maturidade técnica, e dar segurança jurídica, estratégica e operacional para organizações públicas e privadas”
O foco é a transição definitiva da "inovação por entusiasmo" para a Governança de Inovação Estruturada e Soberania Organizacional. O programa garante que o conhecimento técnico e o controle sobre os marcos legais permaneçam dentro da organização, eliminando a dependência crônica de agentes externos, protegendo o patrimônio corporativo e blindando juridicamente as lideranças.
O programa transforma a inovação de um "projeto isolado" em uma competência organizacional permanente e atesta que o órgão público e/ou setor privado atingiu um nível de maturidade técnica, estratégica e operacional para gerir, de forma soberana, seus próprios Núcleos, Laboratórios, ICTs, Hubs e Parques tecnológicos.
O programa vai muito além de uma capacitação teórica. “O foco não é transmitir conhecimento. O foco é construir capacidade organizacional aplicada.”
Para isso construímos o: FRAMEWORK GEI: Governança Estruturada da Inovação
NOSSA VISÃO DE FUTURO
Durante anos, muitas organizações trataram inovação como:
Projetos isolados;
Iniciativas departamentais;
Laboratórios desconectados;
Programas temporários;
Ações de marketing;
Experimentações sem continuidade.
Esse modelo produziu diversos problemas:
Baixa sustentabilidade;
Dependência excessiva de pessoas-chave;
Fragilidade jurídica;
Ausência de governança;
Perda de memória organizacional;
Baixa integração entre áreas;
Descontinuidade pós-gestão;
Dificuldade de mensuração de impacto.
“O Framework GEI não nasceu para ensinar inovação. O mercado já sabe falar sobre inovação. Ele nasceu para estruturar a capacidade das organizações de transformar inovação em resultado.”
O Framework GEI foi concebido com uma visão de longo prazo. Seu objetivo não é apenas capacitar pessoas e organizações. Sua proposta é estruturar a inovação como um modelo avançado de maturidade e capacidade organizacional contínua, integrado aos processos estratégicos, às estruturas de governança e aos modelos de tomada de decisão e concebido para estruturar ecossistemas sustentáveis, auditáveis, escaláveis e resilientes.
Nossa ambição é contribuir para a construção de um novo padrão brasileiro de maturidade organizacional e governança da inovação.
PROPÓSITO
O propósito do Framework GEI é transformar inovação em capacidade organizacional permanente, permitindo que organizações públicas ou privadas evoluam da inovação de silos (departamental) periférica e improvisada para uma estrutura permanente de governança corporativa contínua da inovação.
Mais do que um modelo metodológico, o GEI representa uma nova arquitetura de transformação organizacional.
O framework foi concebido para:
Estruturar ambientes de inovação sustentáveis;
Elevar o nível de maturidade organizacional;
Integrar governança e inovação;
Reduzir vulnerabilidades operacionais;
Fortalecer a segurança jurídica;
Desenvolver capital humano adaptativo;
Estruturar processos auditáveis;
Construir ecossistemas vivos de inovação;
Garantir continuidade institucional e operacional.
O framework integra:
Governança organizacional;
Transformação digital;
Capital humano;
Compliance;
Inteligência coletiva;
Segurança jurídica;
Open Innovation;
Sustentabilidade institucional;
Continuidade operacional;
Arquitetura de ecossistemas.
Desta forma teremos “Organizações mais inteligentes”, capazes de:
aprender continuamente;
adaptar-se rapidamente;
operar ecossistemas complexos;
integrar inteligência humana e digital;
transformar conhecimento em vantagem sustentável.
Construir Ecossistemas vivos de inovação, capazes de conectar:
academia;
empresas;
startups;
governo;
sociedade;
investidores;
centros tecnológicos.
Através de modelos organizacionais de Governança Estruturada, sustentados por:
compliance;
segurança jurídica;
inteligência analítica;
métricas;
processos auditáveis;
continuidade operacional.
Assim estas organizações terão, de forma clara, a tão “sonhada” Soberania Organizacional, que é a capacidade de reduzir dependências externas e consolidar inteligência estratégica dentro da própria organização.
Neste programa, as organizações públicas ou privadas, irão desenvolver “Maturidade Adaptativa”, que é a capacidade de responder às transformações tecnológicas, regulatórias, econômicas e sociais de maneira contínua.
Você deve estar se perguntando: “o que eu ganho?”
Ao final do programa, sua organização terá uma arquitetura estruturada para criar, governar e sustentar ambientes de inovação capazes de gerar negócios.”
Resumindo, o Framework GEI: Governança Estruturada da Inovação by ITD, atua em cinco pilares:


Para finalizar este bloco, propomos uma reflexão (#InsightTransformador) para você:
“O desafio não é começar a inovar. É tornar a inovação uma competência organizacional.”
Agora responda pensando não se existe, mas se funciona de forma integrada.
Nossa estratégia de inovação está conectada aos desafios estratégicos da organização?
Nossa governança permite transformar boas ideias em decisões, investimentos e resultados?
Nossa inovação depende de pessoas específicas ou existe um sistema institucional?
Nossas conexões externas geram projetos aplicados ou apenas relacionamento?
5. Conseguimos medir impacto, retorno e evolução da maturidade?
“Se alguma dessas respostas gerou dúvida, existe uma oportunidade de evolução.”
“A segunda onda da transformação digital não será vencida pelas organizações que apenas criam iniciativas de inovação. Será vencida por aquelas que estruturam capacidade permanente de transformar conhecimento em valor e impacto real.”
O próximo passo é entender o nível atual de maturidade da sua organização e quais estruturas precisam ser construídas.
Por isso convidamos a todos a conhecerem o programa completo e os benefícios que VOCÊ e sua ORGANIZAÇÃO, seja ela pública ou privada, irão obter:
Link do site:
No bloco 4, realizamos um Painel de debate com histórias de impacto real:
Como ambientes de inovação globais podem gerar insights para transformar a realidade brasileira.
O painel foi mediado por Paulo Kendzerski, e contou com os painelistas:
Letícia Batistela (Diretora do ICT do MPRS – Ministério Público do RS)
Francisco Bautista (Especialista Internacional em Ecossistemas de Inovação)
O objetivo do painel foi de Inspirar nossa audiência através de cases práticos e reais. Mostrar que a evolução dos ambientes de inovação (ICTs) gera resultados práticos tanto num gigante global privado quanto numa instituição pública.
Letícia Batistela trouxe o primeiro Insight: O case de construção do ICT do Ministério Público do Rio Grande do Sul. Mostrou como o setor público pode ser moderno, ágil e criar ambientes de inovação confiáveis, que entregam valor para a sociedade e dão total segurança para os servidores trabalharem.
Ela destacou três pilares deste projeto:
1.) A oportunidade de buscar recursos financeiros, para viabilizar o investimento em soluções que atendam as demandas do mercado, sem dependência de orçamentos e patrocínios externos;
2.) Articulação e aproximação com o Ecossistema de inovação, tanto público como privado;
3.) Levar inovação aos municípios.
Já o painelista Francisco Bautista (Europa), trouxe como insight o case do Real Madrid. Como um dos maiores clubes do mundo entendeu que não era apenas um time de futebol, mas uma plataforma de inovação mundial. O impacto de criar um ecossistema que une tecnologia, marcas globais e universidades para gerar receitas milionárias.


Nestes insights, Francisco apresentou também o “Madrid Innovation District”, onde o Real Madrid é um dos principais idealizadores da iniciativa, que será construído em 85 hectares cedidos pelo clube.



Nota: Para 2027 um dos projetos do ITD é uma missão empresarial para o empresários brasileiro conhecer o "Madrid Innovation District" e outras operações de alta complexidade em inovação.
Insights finais: No final o mediador deixou uma mensagem clara ao público:
O que o Japão, a Europa e o Rio Grande do Sul têm em comum? Todos entenderam que inovar exige atitude estratégica, e não apenas tecnologia.
Próximos passos: Chegou o momento de conectar o "despertar" à ação.
Convidamos a todos a darem o primeiro passo com o ITD para avaliar a prontidão de suas próprias organizações e iniciar a jornada rumo ao selo ITD-GOV.
Link do site: https://www.institutodatransformacao.com.br/itschool/estruturacao-implantacao-e-governanca-de-ambientes-de-inovacao



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