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A queda das grandes consultorias de transformação digital revela uma mudança mais profunda e confirma análises anteriores do ITD

Nos últimos anos, algumas das maiores empresas globais de consultoria e serviços digitais, responsáveis por liderar grandes projetos de transformação em organizações do mundo inteiro, passaram a enfrentar um novo cenário: pressão sobre resultados, revisão de expectativas e questionamentos sobre o modelo tradicional de entrega.


Duas publicações na semana passada no LinkedIn, mostraram números impressionantes, que confirmam esta tendência.


A Globant chegou a - 62,94% de queda nas suas ações nos últimos 12 meses. Já a Accenture chegou a 48,82%. O mesmo acontece com outras gigantes, como IBM (~15%), Infosys (~37%) e Cognizant (~46%). Todas mostram que estão em queda principalmente devido a uma reavaliação e reestruturação mais ampla do mercado em relação ao setor de consultoria tradicional.


O mercado observou uma desaceleração generalizada do setor e movimentos relevantes envolvendo grandes empresas do setor, especialmente aquelas construídas sobre modelos baseados em grandes equipes, projetos extensos e forte dependência de horas de especialistas.


A primeira leitura poderia ser: "A transformação digital perdeu força."


Mas essa interpretação seria equivocada. O que está acontecendo é mais profundo. Estamos entrando em uma nova fase da transformação digital. Uma segunda onda.


A primeira onda: quando a transformação digital era descoberta


A primeira onda da transformação digital teve um papel fundamental. Ela foi responsável por despertar organizações para uma nova realidade.


Foi o período marcado por:

  • adoção de novas tecnologias;

  • digitalização de processos;

  • inovação aberta;

  • experimentação;

  • hackathons;

  • laboratórios de inovação;

  • grandes eventos;

  • entusiasmo com novas possibilidades.


As empresas passaram a perguntar:

"Como podemos utilizar as novas tecnologias para melhorar nosso negócio?"


Foi uma fase de aprendizado. Muitas organizações precisavam conhecer as possibilidades antes de conseguir capturar valor. O problema é que, em muitos casos, a transformação digital ficou limitada à adoção de ferramentas, iniciativas isoladas e projetos sem continuidade.


Muitas ações geraram visibilidade. Mas poucas geraram transformação estrutural.


O paradoxo da transformação digital


O momento atual revela um paradoxo interessante.


As empresas que ajudaram organizações a se transformarem digitalmente agora também precisam transformar seus próprios modelos.

Por quê?


Porque a tecnologia que elas ajudaram a implementar, especialmente a Inteligência Artificial, está mudando a própria lógica de entrega de valor.


Atividades que durante anos demandaram grandes equipes começam a ser aceleradas ou automatizadas:

  • análise de informações;

  • criação de documentos;

  • desenvolvimento de códigos;

  • relatórios;

  • diagnósticos iniciais;

  • processos operacionais.


A questão não é que a tecnologia elimina a necessidade de transformação.


A questão é: ela muda o que significa transformar.


A segunda onda da transformação digital


A segunda onda começa quando as organizações deixam de perguntar apenas:

"Qual tecnologia devemos adotar?"


E passam a perguntar: "Qual capacidade precisamos desenvolver para evoluir continuamente?"


Essa mudança altera completamente a agenda estratégica. A transformação digital deixa de ser um projeto. Passa a ser uma capacidade organizacional.


Da inovação como evento para inovação como sistema


Na primeira onda, muitas empresas associaram inovação a:

  • eventos;

  • programas temporários;

  • desafios;

  • ideias;

  • experimentações.


Tudo isso continua tendo valor.


Mas a segunda onda exige algo maior: governança sistêmica.


A inovação precisa estar conectada a:

  • estratégia;

  • indicadores;

  • processos;

  • pessoas;

  • cultura;

  • geração de valor.


Não basta criar ideias. É necessário transformar ideias em resultados.


Da tecnologia como protagonista para a inteligência como diferencial


A tecnologia continua sendo essencial, mas deixa de ser o centro da transformação. A diferença competitiva estará na capacidade das organizações de:

  • interpretar dados;

  • tomar melhores decisões;

  • aprender rapidamente;

  • adaptar modelos de negócio;

  • desenvolver pessoas;

  • criar novos caminhos.


Em um mundo onde todos terão acesso às mesmas tecnologias, a vantagem estará na capacidade de utilizá-las melhor.


Conhecimento vira ativo estratégico


Esse talvez seja o maior símbolo da segunda onda. Durante muito tempo, conhecimento era algo acessório. Hoje, ele se torna infraestrutura estratégica.


Organizações que aprendem mais rápido conseguem:

  • inovar mais rápido;

  • responder melhor às mudanças;

  • aproveitar melhor a inteligência artificial;

  • construir vantagens competitivas sustentáveis.


A transformação digital deixa de ser sobre tecnologia aplicada ao negócio. Passa a ser sobre inteligência aplicada à evolução do negócio.

 

O novo papel das organizações e dos parceiros de transformação


O modelo tradicional baseado apenas em grandes equipes e projetos longos tende a perder espaço.


O futuro aponta para organizações capazes de combinar:

  • inteligência estratégica;

  • tecnologia;

  • educação contínua;

  • governança;

  • métricas de impacto;

  • ecossistemas colaborativos.


As empresas não precisam apenas de quem implemente soluções. Precisam de parceiros que ajudem a construir capacidade interna de transformação.


O Brasil diante dessa nova fase


O Brasil possui uma oportunidade relevante. Muitas organizações ainda estão concluindo sua primeira jornada de digitalização enquanto a segunda onda já começa a se consolidar globalmente.


Isso cria um desafio: Não repetir modelos antigos.


A próxima geração da transformação digital brasileira precisará combinar:

  • ciência;

  • conhecimento;

  • inteligência artificial;

  • desenvolvimento humano;

  • geração de negócios reais.


O papel do ITD nesta nova fase


Há anos o Instituto da Transformação Digital defende uma visão de que transformação digital não é apenas adoção de tecnologia. É evolução organizacional. O novo cenário reforça essa visão.


A segunda onda exige organizações mais inteligentes, adaptáveis e preparadas para aprender continuamente.


O futuro da transformação digital não será definido por quem possui mais ferramentas. Será definido por quem consegue transformar conhecimento em capacidade estratégica.


A transformação digital entrou em uma nova era. A primeira onda conectou empresas à tecnologia.


A segunda onda conectará empresas à inteligência. E essa mudança já começou.


A pergunta estratégica para os líderes da próxima década


Diante desse cenário, a pergunta que todo C-Level precisa fazer não é:

"Como minha empresa pode implementar mais uma nova tecnologia?"


Essa pergunta pertence à primeira onda.

A pergunta da segunda onda é:


"Minha organização está desenvolvendo a inteligência, a governança e a capacidade de adaptação necessárias para competir em um mundo orientado por IA?"


Porque o maior risco para as empresas não será a falta de acesso à tecnologia. Todas terão acesso.


O verdadeiro diferencial estará na capacidade de transformar conhecimento em decisões melhores, decisões melhores em inovação e inovação em resultados sustentáveis.


A próxima vantagem competitiva não será construída apenas por quem adota tecnologia mais rápido.


Será construída por quem aprende, adapta e transforma continuamente.


É exatamente essa transição que o ITD acompanha e ajuda organizações a construírem.


A partir de uma visão integrada entre ciência, educação, inteligência artificial, governança e geração de valor, o ITD trabalha para preparar líderes e organizações para a segunda onda da transformação digital.


A pergunta agora é:


Sua organização está apenas utilizando tecnologia ou está desenvolvendo a capacidade de evoluir com ela?


O futuro da transformação digital já começou. E as organizações que compreenderem essa mudança antes terão uma vantagem estratégica decisiva.


Conecte-se ao ITD e participe da construção da próxima fase da transformação digital.



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