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A sua empresa está apenas falando sobre o futuro, ou ela está metodologicamente preparada para ele?

Novembro de 2025

Prospecção de Futuros: A engenharia de construção de cenários no Mundo CAOS

Por Paulo Kendzerski


Novembro e Dezembro: para grande parte do universo corporativo, esta é a época sagrada do Planejamento Anual (PA), culminando em board meetings que definirão o curso financeiro e operacional dos próximos 12 meses.


No entanto, algumas organizações, ainda presas à inércia do passado, ousam estender esse exercício para horizontes de cinco ou até dez anos.

Se você está atualmente engajado na revisão de seu roadmap de longo prazo, faça uma pausa e reflita: O seu Plano Estratégico de 5 anos sobreviverá intacto aos próximos 18 meses?


A dura verdade é que, no cenário de disrupção exponencial que vivemos hoje, o que eu chamo de Mundo CAOS, planos monolíticos de longo prazo se tornaram artefatos obsoletos. A Volatilidade e a Aceleração Tecnológica engolem a previsibilidade que sustentava os modelos de planejamento tradicionais.


É neste ponto que a Construção de Cenários de Futuros se transforma de curiosidade acadêmica em necessidade estratégica com a incerteza. 

Não podemos mais simplesmente projetar o futuro com base no balanço de ontem. Precisamos de uma metodologia que teste a robustez de nossas decisões contra múltiplos futuros plausíveis.

A verdadeira questão não é se haverá disrupção, mas como a sua organização está preparada para operar e lucrar em três ou quatro futuros radicalmente diferentes.


É hora de trocar a fé cega em projeções lineares pela Engenharia de Cenários (metodologia que usa a criação de narrativas de futuros possíveis para ajudar empresas e projetos a planejar e tomar decisões estratégicas), a única ferramenta que permite sair da reação para a antecipação tática.


Para a alta liderança, Conselheiros e executivos C-Level, a discussão sobre o futuro não é um exercício de futurologia esotérica, mas sim a gestão antecipatória da incerteza. Em um ambiente de disrupção constante, falhar em aplicar metodologias robustas na construção de cenários é um risco estratégico que compromete a longevidade do capital e a relevância da marca.


1. O risco da ancoragem e a falha do cenário default

O principal desafio na projeção de futuros reside na própria cognição humana. Nossas decisões são frequentemente contaminadas por viés de ancoragem e disponibilidade, onde a experiência vivida e o domínio pessoal formam o único horizonte de possibilidades.


Em um debate de futuros conduzido por um olhar não treinado, o que emerge é, invariavelmente, o cenário default: uma extrapolação linear do presente. Esse cenário é fácil de aceitar, pois valida o status quo e os sucessos passados, mas é estrategicamente inerte. Ele falha em identificar os vetores de mudanças que estão fora da percepção imediata, levando a estratégias puramente incrementais e reativas.

A construção séria de cenários, portanto, não busca "adivinhar", mas sim desconstruir esses vieses e aplicar um rigor analítico que exige visão sistêmica e diversidade cognitiva.

2. A imperativa metodológica: O olhar estruturado

A diferença entre o palpite e a estratégia é a metodologia. O profissional de futuros utiliza técnicas validadas para projetar um portfólio de futuros alternativos, desde o mais provável ao mais disruptivo.


Este processo exige a superação da análise de tendências óbvias e a focalização em elementos chave:


  • Forças propulsoras (Drivers): Mapeamento detalhado das macrotendências nos domínios social, tecnológico, econômico, ambiental e político (STEEP).


  • Incertezas críticas: Identificação das variáveis de maior impacto e menor previsibilidade, o verdadeiro motor dos cenários alternativos.


  • Sinais fracos (Weak Signals): Captura de indicadores nas franjas do sistema que, embora insignificantes hoje, podem se manifestar como Wild Cards (eventos de alto impacto) amanhã.


O domínio da construção de cenários é a habilidade de articular essas variáveis em lógicas de cenário coerentes, oferecendo à liderança os insights necessários para desenvolver planos de contingência, hedging estratégico e alocação dinâmica de recursos.


3. A lente essencial: navegando no Mundo CAOS 

Se o ambiente VUCA (Volatilidade, Incerteza, Complexidade, Ambiguidade) se tornou o benchmark da mudança, a realidade atual, na minha visão, manifesta-se no Mundo CAOS: um sistema onde a interconexão de crises e inovações cria um campo de forças de altíssima turbulência, tornando a antiga previsibilidade obsoleta.

liderança estratégica precisa de uma metodologia que responda diretamente à estrutura do CAOS:

Conclusão: O diferencial da visão estratégica

A diferença entre discutir tendências e construir cenários de futuro é a mesma entre ter uma bússola e um mapa de navegação completo.

Para Conselheiros e C-Levels, a Prospecção de Futuros não é um soft skill; é a infraestrutura fundamental para a governança da incerteza. Dominar essa arte, traduzindo a complexidade do Mundo CAOS em narrativas de futuros testáveis, é o que distingue o gestor que reage da liderança estratégica que molda o próprio futuro do seu setor.

Minha pergunta final:

A sua empresa está apenas falando sobre o futuro, ou ela está metodologicamente preparada para ele?

Se você tiver interesse em aprofundar este tema, tenho duas iniciativas que irão lhe oferecer não só uma visão mais completa, como lhe auxiliar no planejamento de futuro:


🎤 Palestra Magna: foco em impactar e despertar

A palestra tem o objetivo de desafiar o status quo, apresentar o Mundo CAOS como a nova realidade e posicionar a Prospecção de Futuros como a solução.


🧠 Workshop de aplicação estratégica: foco em metodologia e saídas

O workshop é uma experiência hands-on, onde os executivos saem com esboços de cenários e perguntas estratégicas para levar ao Board.


Se interessou? Fale comigo!


🌐 Sobre o autor

Paulo Kendzerski é um dos pioneiros da transformação digital no Brasil, com mais de 30 anos dedicados à inovação, à educação empreendedora e ao desenvolvimento sustentável dos negócios.


Presidente do Instituto da Transformação Digital (ITD), da I&T School e da INI – Incubadora de Negócios Inovadores & Impacto Socioambiental, lidera programas voltados à formação de empreendedores de impacto, realiza mentoria para negócios inovadores e C-LEVEL e promove avaliação de maturidade digital e humana em organizações de todos os portes e segmentos.


Reconhecido como um profissional nexialista, Paulo constrói pontes entre mundos distintos, conecta pessoas, empresas, universidades, governos e comunidades, transformando diversidade em convergência.

Seu talento está em ligar pontos que normalmente não se encontram, criando ecossistemas colaborativos capazes de gerar inovação, inclusão e impacto sustentável.


Nos últimos anos, intensificou sua atuação em iniciativas que integram bioeconomia, tecnologia e educação, como o Hackatagro, que envolve estudantes de escolas técnicas agrícolas no desenvolvimento de soluções sustentáveis, e o Digital Transformation Awards, premiação internacional que celebra pessoas e organizações que inovam com propósito.


Mais do que um líder, Paulo é um educador de mentalidades, alguém que inspira novas formas de pensar, aprender e agir. Sua trajetória é guiada pela visão das três inteligências da era regenerativa:


💡Inteligência Social: o despertar individual para escolhas conscientes.

💡Inteligência Coletiva: a força da colaboração entre pessoas e organizações.

💡Inteligência Digital: o uso da tecnologia como meio de regeneração, e não de exploração.


Segue meus contatos diretos:


📱 whats: +55 51 99789-0961


Obrigado por fazer parte dessa jornada comigo!

Será um prazer compartilhar ideias e explorar sinergias.


Um grande abraço,


Paulo Kendzerski

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